O Viver de Vendas 2.0, de Thaize Tavares, trabalha o processo comercial de ponta a ponta: entender o comportamento do cliente, encontrar oportunidades, criar conexão, conduzir conversas, responder objeções, negociar e chegar ao fechamento com mais método e menos improviso.
A proposta parte de uma ideia simples: vender não depende apenas de conhecer bem o produto. Boa parte do resultado acontece na forma como você identifica a pessoa certa, faz perguntas, interpreta necessidades e conduz a decisão. Por isso, o Viver de Vendas não fica preso a um único mercado. A página oficial apresenta aplicações em serviços, varejo, saúde, imóveis, tecnologia, consultoria, educação, produtos digitais e diversos outros segmentos.
O treinamento é voltado principalmente para empresários, profissionais liberais, autônomos, vendedores e líderes comerciais que já vendem ou precisam aprender a vender, mas sentem que cada negociação acontece de um jeito diferente. Em vez de depender do famoso “feeling”, a ideia é construir um processo que possa ser repetido e aprimorado.
O conteúdo começa antes da abordagem comercial. Thaize entra em temas ligados à percepção, primeira impressão e tomada de decisão, trabalhando a diferença entre respostas mais racionais e emocionais durante uma compra.
Isso ajuda a entender algo importante em vendas: duas pessoas podem apresentar exatamente a mesma proposta e gerar percepções completamente diferentes. Palavras, postura, segurança, contexto e até a maneira como uma pergunta é feita interferem na conversa.
O treinamento também aborda posicionamento e definição do cliente ideal — o ICP, ou Ideal Customer Profile. Na prática, definir um ICP significa parar de tentar vender indiscriminadamente para qualquer pessoa e começar a identificar quem possui características que combinam melhor com determinada solução.
Entram nessa etapa comunicação verbal, linguagem não verbal, storytelling e posicionamento nas redes sociais.
Da prospecção ao diagnóstico
Na parte de prospecção, o Viver de Vendas trabalha a chamada mentalidade Hunter, voltada à busca ativa por potenciais clientes. Há conteúdos sobre prospecção em eventos, cold call, mensagens frias e criação de conexão durante a primeira abordagem.
O ponto interessante aqui é a diferença entre simplesmente “mandar mensagem” e iniciar uma conversa comercial com contexto. Quando a abordagem parece genérica, o cliente tende a criar resistência antes mesmo de descobrir o que está sendo oferecido.
O follow-up também recebe atenção específica. É aquela etapa em que muita venda morre: o potencial cliente demonstra interesse, diz que vai pensar e desaparece. O programa trabalha formas de retomar a conversa sem transformar o acompanhamento em uma sequência de cobranças.
Depois vem a investigação das necessidades. Entre os métodos citados está o SPIN Selling, abordagem que utiliza perguntas para explorar situação, problema, implicação e necessidade de solução.
Também aparecem escuta ativa, perguntas abertas, perguntas de sondagem e a técnica dos 5 Porquês. A lógica dos 5 Porquês é continuar investigando até chegar a uma causa mais profunda. Em vendas, isso pode ajudar a separar aquilo que o cliente inicialmente diz daquilo que realmente está tentando resolver.
Objeções, persuasão e fechamento
O Viver de Vendas dedica uma parte do método às objeções. Em vez de enxergar frases como “está caro”, “vou pensar” ou “preciso falar com outra pessoa” apenas como barreiras, o conteúdo trabalha o que pode existir por trás delas e como a conexão construída anteriormente influencia a resposta.
Persuasão aparece junto de comportamento do consumidor, gatilhos mentais e da diferença entre venda informativa e venda consultiva.
Na venda informativa, o vendedor concentra a conversa no produto: características, preço e funcionamento. Na consultiva, primeiro procura entender o cenário do cliente e depois conecta a solução às necessidades encontradas. Essa diferença muda bastante o papel de quem está vendendo.
A etapa de fechamento inclui precificação, metas, funil de vendas, transmissão de segurança e estruturação de propostas comerciais.
Mas o processo não termina quando o pagamento acontece.
O conteúdo também entra em experiência e fidelização, passando pela jornada do cliente e pelos pontos de contato após a venda. Essa visão é importante porque uma operação comercial saudável não depende exclusivamente de conquistar novos compradores; experiência, recompra e indicação também fazem parte da construção de receita.
Instagram, WhatsApp e ferramentas de apoio
O treinamento leva parte desse processo para canais que já fazem parte da rotina comercial de muitos negócios. Existem aulas dedicadas ao Instagram, estratégias de crescimento, práticas no WhatsApp e condução de negociações por telefone ou mensagem.
O Viver de Vendas 2.0 também inclui três assistentes de inteligência artificial criados para funções específicas.
A Sam funciona como apoio para dúvidas relacionadas ao método e direcionamento para aulas. A ThAI foi criada para analisar conversas de WhatsApp e sugerir como continuar uma negociação. Já a Tifanny trabalha a criação de sequências de Stories a partir das informações do negócio.
Segundo a página oficial, são mais de 40 aulas, acompanhadas por grupo de networking e suporte da equipe pelo WhatsApp durante o período de acesso.
Thaize Tavares atua como mentora de vendas, empresária e treinadora de equipes comerciais. Em seu site oficial, ela informa ter mais de uma década de experiência na área e atuação no treinamento de profissionais e equipes de vendas.
Sua abordagem coloca comunicação e relacionamento no centro do processo comercial. Isso aparece claramente na construção do Viver de Vendas: o método não gira apenas em torno de scripts prontos ou técnicas de fechamento, mas percorre percepção, perguntas, escuta, conexão, objeções, negociação e experiência do cliente.
Essa relação entre comportamento humano e processo comercial é justamente o fio que conecta as diferentes partes do treinamento.
O principal avanço esperado é conseguir olhar para uma venda como um processo, e não como uma conversa que precisa dar certo por sorte.
Isso muda bastante a rotina comercial.
Em vez de abordar qualquer pessoa, você começa definindo quem faz sentido prospectar. Em vez de correr diretamente para a apresentação do produto, aprende a investigar o cenário. Quando surge uma objeção, passa a procurar a causa por trás dela antes de responder. E quando alguém não fecha imediatamente, o follow-up deixa de ser um improviso.
Também fica mais fácil identificar onde uma negociação está travando.
Poucos contatos entrando? O problema pode estar na prospecção. Muitos contatos e poucas conversas? Talvez a abordagem precise ser revista. Muitas propostas e poucos fechamentos? Pode existir uma falha em diagnóstico, valor percebido, objeções ou condução da proposta.
Essa capacidade de enxergar etapas é o que transforma vendas em algo que pode ser analisado e ajustado.
Para quem usa Instagram e WhatsApp comercialmente, o treinamento ainda conecta esses canais ao restante do processo, mostrando que postar conteúdo, responder mensagens e fazer follow-up não precisam funcionar como atividades isoladas.
O Viver de Vendas organiza essas peças dentro de uma mesma lógica: encontrar as pessoas certas, entender o que elas precisam, conduzir uma conversa melhor e construir um caminho mais consistente até o fechamento e o relacionamento pós-venda.